Partilha Nossa Página no Facebook Jornal de Angola acusa portugueses de apetência neocolonialistas ~ Canal 82 | Agência de Notícias

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Jornal de Angola acusa portugueses de apetência neocolonialistas


 

Os angolanos há muito que aprenderam a viver com a má-língua, a calúnia e os insultos estrangeiros, o maior dos quais é, sem dúvida, a tentativa de ingerência na nossa forma de gerir os destinos que são nossos.

 Esta postura não significa que nos tornamos insensíveis às ferroadas inimigas. Não raro revestidas de paternalismo a revelarem desejos neocolonialistas, recalcamentos xenófobos de quem viu gorados sórdidos desejos imperiais. Sentimos os golpes rasteiros que amiúde nos são aplicados, mas fomos obrigados a viver com eles desde tempos remotos e a criar defesas.
As tentativas de ingerência não nos apanham, por isso, desprevenidos. Desenganem-se os que estupidamente confundem o  nosso sorriso de desprezo como assentimento. É uma das armaduras que temos para enfrentar o inimigo. Vista ele a pele que vestir. Do paternalista, de falinhas mansas, ao “indignado democrata”. Do “jovem rebelde”, ao enfatuado. Em “cortejos de protesto”, Parlamentos ou programas televisivos. Neste caso, quase sempre com “entrevistadores” ou “moderadores” coniventes com o regabofe da calúnia, da falsidade. Uns, de ar circunspecto, na tentativa de emprestarem mais credibilidade ao papel de que estão incumbidos. Outros, de semblante imbecil. Todos eles, férteis em elogios à actuação, onde quer que seja, de forças invasoras ocidentais. Escamoteiam invariavelmente as causas destas agressões. Apresentam-nas como nobres iniciativas para livrar “povos oprimidos” de tiranos e tê
m sempre justificações para os bombardeamentos. Mesmo que os alvos sejam hospitais, escolas, creches, populações indefesas, na maioria crianças, idosos, mulheres.
Para todos eles, os países que recusam prestar vassalagem “aos senhores do mundo” não têm Governo, têm regimes. Dividem o Globo em bons e maus, como aprenderam na infância nos livros de quadradinhos. De um lado, os índios selvagens, que recusaram a civilização ocidental e por tal motivo foram dizimados e empurrados para reservas na própria terra que lhes pertence. Do outro, os valentes cobóis estrangeiros.

Para estes “indignados democratas” e seus (deles) “entrevistadores” e “moderadores”, Angola é um dos alvos privilegiados. Os angolanos sabem disso e conseguem, sem recurso à lupa, saber quem são. Ponham eles a máscara que entenderem. E não o aprendemos nos livros aos quadradinhos, que muitos de nós também lemos na meninice. Foram as guerras que nos foram impostas que ensinaram. Por tal razão, não ficamos surpreendidos com as campanhas  do “vale tudo”que começam a intensificar-se  em certos sectores políticos de Portugal. É que este ano realizamos as quartas eleições, desde que aderimos ao sistema multipartidário. E eles têm ordens a cumprir, nem que para isso se cubram, uma vez mais, de ridículo, como sucedeu há cerca de uma semana num dos canais da televisão pública daquele país no programa “Filhos da Nação”. O entrevistado foi o “rapper” Luaty Beirão, apresentado como angolano, vítima do “regime de Luanda”. Não vi. Como se diz na gíria, “para aquele peditório já dei”.  Apenas refiro o caso, pela incoerência de que ele se revestiu.
O programa, pelo nome que tem, devia falar de portugueses que se notabilizam em várias áreas - e há muitos, inclusivamente jovens -, alguns dos quais foram convidados pelos próprios governantes de Lisboa a ir para o estrangeiro. Entre estes, há os que estão em Angola, onde ganham a vida, que lhes foi negada no país onde nasceram.

Para os responsáveis da RTP em Portugal já não há “Filhos da Nação”  que mereçam aparecer na televisão? Para eles não, mas há. E não apenas futebolistas ou artistas de telenovelas. Há pessoas de outros sectores que se notabilizam não apenas no país que lhes serviu de berço, como fora de portas, onde trabalham. 

O que levou, então, os responsáveis da RTP a ir buscar “uma vítima do regime de Luanda”, tão perseguida que consegue sair e regressar a Angola, quando quer? Perguntem-lhes. A eles e ao entrevistado.

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