Partilha Nossa Página no Facebook HIV: Moçambique é o país lusófono com mais infectados ~ Canal 82 | Agência de Notícias

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

HIV: Moçambique é o país lusófono com mais infectados


Um relatório divulgado esta quarta-feira (16.07) pela ONU coloca Moçambique na lista dos 15 países mais afetados pelo HIV/SIDA. Estima-se que, em 2013, houvesse 1,4 milhões de novos casos no país.

O Programa Conjunto da ONU para o HIV/SIDA (ONUSIDA) estima que, em 2013, tenham ocorrido 2,1 milhões de novos casos da infeção a nível mundial. Desses, mais de 75 por cento ocorreram em apenas 15 países, e um deles é Moçambique. O resto da lista é composto pela África do Sul, Nigéria, Índia, Quénia, Uganda, Zimbabué, Tanzânia, Estados Unidos da América, Zâmbia, Malawi, China, Etiópia, Federação Russa e Brasil - os mesmos que compõem a lista de onde reside a maioria das população mundial que vive com HIV.
Com cerca de 1,6 milhões de pessoas a viver com HIV/SIDA, Moçambique acolhe 4 por cento dos casos que se estima existirem a nível mundial, e 6 por cento da África subsaariana, segundo o relatório da ONU. Aliás, é nesta região que residem 71 por cento do total das pessoas infetadas, com dez países a compor 81 por cento dos casos na região, incluindo Moçambique.
Apesar de, tanto na região como no país, o número de ocorrências ter aumentado entre 2005 e 2013, em ambos os casos a prevalência diminuiu. Moçambique passou de 11,1 por cento para 10,8. Uma tendência que é replicada nalguns dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa): na Guiné-Bissau de 4 para 3,7 por cento, e em São Tomé e Príncipe de 1,4 para 0,6 por cento. Cabo Verde manteve-se nos 5 por cento. E em Angola houve um aumento de 1,9 para 2,4 por cento.
Foco no tratamento em vez de prevenção
José Enrique Zelaya Bonilla é diretor da ONUSIDA de Moçambique e considera que o surgir de novos casos em grande escala no país se deve "basicamente à falta de atividades na área de prevenção". Zelaya explica que "nos últimos anos, a resposta tem sido mais forte no reforço das atividades de tratamento. Sendo que o país, só nos últimos anos, tem mais de 60% das pessoas que precisam de tratamento a receber tratamento".
A aposta no tratamento obteve resultados que o responsável vê com bons olhos, mas há lacunas que devem ser preenchidas para que estes sejam mais eficazes. "Ainda temos outros problemas lá: a percentagem de pessoas que permanecem nos programas de tratamento depois de um ano é de aproximadamente 72 por cento nos adultos e 66 por cento das crianças. Dito de outra forma, mais de um quarto das pessoas que começam o tratamento, deixam-no antes do primeiro ano. E isso impede que se tenha um bom impacto na resolução das novas infeções", alerta.
Ao contrário do que acontece em geral na África subsaariana, onde houve uma queda de 39 por cento, em Moçambique, o número de mortes por causa da infeção aumentou em 13 por cento, desde 2005.
Mulheres mais vulneráveis
O relatório nota ainda que a maioria das infeções ocorre em adultos com mais de 25 anos, mas que uma grande proporção dos casos corresponde a mulheres jovens e adolescentes, o que, muitas vezes, está relacionado com situações de violência de género e falta de acesso a educação sexual e serviços de saúde.
José Enrique Zelaya destaca que as atividades de prevenção devem focar-se nas jovens: "Há a necessidade de olhar para atividades de prevenção, especialmente nas raparigas, e outras ações para diminuir a vulnerabilidade das pessoas assim como o estigma e a discriminação das populações mais afetadas".
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