Partilha Nossa Página no Facebook Australiano fica rico por engano do banco. Gasta o dinheiro e é preso ~ Canal 82 | Agência de Notícias

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Australiano fica rico por engano do banco. Gasta o dinheiro e é preso



O australiano Luke Brett Moore tinha acabado de ser despedido quando descobriu que o seu banco lhe concedera – por engano, sem que ele soubesse – a possibilidade de ter crédito ilimitado. Na altura, em 2010, Luke tinha uma conta corrente num banco chamado St. George, através da qual pagava o empréstimo da casa, o seguro de saúde e outras contas. 

Moore, em declarações à BBC, até confessou que andava preocupado por não ter dinheiro na conta para pagar a hipoteca, mas que, para sua surpresa, o banco pagou na mesma. E a história repetiu-se nos 12 meses seguintes – as suas contas eram pagas e a sua conta ficava cada vez mais no vermelho, sem que o banco levantasse qualquer problema. Um dia ligou para a sociedade financeira que lhe concedera o crédito imobiliário e pediu que lhe transferissem 5000 dólares australianos (3500 euros) na sua conta do St. George. E transferiram mesmo. Alguns dias depois, ligou de novo e pediu que lhe transferissem 50 mil dólares (35 mil euros) australianos. O pagamento também foi autorizado. “Fiquei chocado. Descobri que tinha acesso a uma extraordinária linha de crédito”, conta. A partir daí, Moore passou a viver como um milionário. Comprou o seu primeiro carro: um Alfa Romeo 156 e depois um Hyundai Veloster, porque queria ter um segundo automóvel com teto panorâmico. “Fui até Sydney para comprar um Maserati”, confessa.

 “Era um carro ótimo, mas não era um supercarro para os padrões atuais”, diz Moore. Mudou-se para Gold Coast, na costa leste da Austrália e comprou um barco. “Era incrível. Fazia o que a maioria dos jovens da minha idade faz quando é rico. Divertia-me e dava festas”, diz Moore, que gastou milhares de dólares australianos com mulheres. Moore ainda adquiriu uma nota de 10 libras que teria sido do artista de rua britânico Banksy. “Foi uma das minhas mais preciosas aquisições, junto com uma pele de bateria autografada pela cantora Amy Winehouse.” Sempre que pedia dinheiro ao banco, obtinha. No total, de julho de 2010 a agosto de 2012, fez mais de 50 levantamentos, no valor de 1,9 milhões de dólares australianos, qualquer coisa como 1,3 milhões de euros. Ao princípio, a mãe do australiano achou que ele andava a traficar droga. Mas, com o tempo, ficou claro que era outra coisa. “As pessoas mais próximas aprenderam rapidamente o meu lema: não perguntar nada e não dizer nada”. De tantas preciosidades que tinha, o seu quarto foi descrito pela imprensa local como a “caverna de Aladim”. Segundo Moore, muitas das coisas que tinha no quarto eram para ser vendidas na loja que abrira em Surfer’s Paradise, um bairro nos subúrbios de Gold Coast. “Havia, de certo modo, uma ideia de negócio por detrás do que eu estava a fazer”.

Em dezembro de 2013, aproximadamente dois anos depois de obter o crédito ilimitado, recebeu uma a visita da polícia. Moore foi detido e levado para a esquadra, onde passou a noite. “A polícia passou por casa e apreendeu todos os meus bens”, recorda. No dia seguinte, pagou fiança e foi libertado. Alguns tempo depois, em fevereiro de 2015, foi considerado culpado por obter vantagem financeira por meio de um erro e por comercializar produtos do crime – e condenado a quatro anos e meio de prisão. “Nunca esperei ser preso. Pensei que seria considerado inocente”, diz o australiano, que classifica como “horríveis” os seis meses que passou atrás das grades. “Fica trancado numa cela por 17 horas por dia, longe da família. A comida é péssima”, relata. “Li a maior quantidade de livros de direito que pude. Li a Lei de Fiança e a Lei de Crimes e reconstrui meu caso”, explica Moore, cujo primeiro objetivo era conseguir a liberdade condicional. Sabia que seria difícil, com base nos casos que estudou. Preparou por conta própria a sua defesa e entregou-a a um advogado, que se limitou a apresentar a papelada ao tribunal. Acabou por ser absolvido. “Pela lei australiana, eu não tinha obrigação legal de informar o banco do que estava a acontecer”, explica. “O juiz disse que eu era desonesto. Mas não vivemos numa sociedade onde erros morais levam as pessoas a ser privadas da liberdade e trancadas atrás das grades”, defende-se. 

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