Partilha Nossa Página no Facebook ANGOLA NÃO PERMITE PRIMAVERA ÁRABE ~ Canal 82 | Agência de Notícias

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

ANGOLA NÃO PERMITE PRIMAVERA ÁRABE



AUGUSTO CAMPOS | LUANDA, 23 Outubro 2015:
Fonte: RFI


O Conselho Nacional dos Activistas de Angola convocou uma manifestação para os dois dias de comemorações oficiais dos 40 anos da independência de Angola, 11 e 12 de Novembro. O governador de Luanda advogou que as manifestações de solidariedade para com os presos políticos, detidos desde 20 de Junho, vão ser proibidas.

O Conselho Nacional de Activistas, auto-intitulados "defensores dos direitos humanos" em Angola convocaram para os dias 11 e 12 de Novembro, que coincidem com as comemorações oficiais dos 40 anos da independência angolana, manifestações em frente ao Palácio Presidencial e ao Tribunal Constitucional.
Apesar da manifestação ter sido proibida, Raúl Mandela, membro do Conselho Nacional dos Activistas de Angola, confirma que esta não foi desconvocada e que se mantém para dia 11 de Novembro.

O governador de Luanda, Graciano Domingos, advogou que as manifestações de solidariedade para com os presos desde 20 de Junho vão ser proibidas, alegando que Angola não pode permitir que os cenários ocorridos nas primaveras árabes se possam repetir em Angola.

Graciano Domingos alega querer, desta feita, proteger os próprios manifestantes; "nós temos a competência de não autorizar quando, de posse de determinadas informações que não podemos partilhar com o público, entendemos que a manifestação não poderá ter lugar. Há casos em que a manifestação não pode ter lugar porque dispomos de informação que pode pôr em risco os próprios manifestantes. É preferível sermos responsabilizados por excesso de zelo do que por negligencia. Os manifestantes têm normalmente o foco na manifestação, mas nó temos foco na responsabilidade".


 Governo angolano está sob forte pressão internacional devido à prisão de 15 activistas, desde 20 de Junho, sob acusação de preparação de um golpe de Estado e um atentado contra o Presidente da República e que começam a ser julgados em Luanda a 16 de Novembro.
Nos últimos dias, vários activistas de direitos humanos têm denunciado a alegada detenção de um colega, António Diogo de Santana Domingos "Magno", quando este se dirigia para assistir ao discurso sobre o Estado da nação, na semana passada.
Entretanto, na oposição, a UNITA, já abriu a formalização das candidaturas à nova liderança, no congresso de 3 a 5 de dezembro deste ano.
Assim, o dirigente histórico da UNITA, Paulo Gato, formalizou esta quarta-feira, 22 de outubro, em Luanda, a sua candidatura à liderança desta prinicipal força da oposição, o que é normal, pois é previsto na história do nosso partido, haver várias candidaturas, reagiu Vitorino Nhany, secretário-geral da Unita.
Vitorino Nhany,  que analisa ainda a actual situação política angolana, com a a ausência do Presidente angolano do debate sobre o Estado da Nação no Parlamento, ou ainda a prisão dos jovens 15 jovens angolanos, há meses.

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