Partilha Nossa Página no Facebook LUSO-ANGOLANO: PRESIDENTE DO GRUPO ESCOM EM ANGOLA ~ Canal 82 | Agência de Notícias

quarta-feira, 17 de junho de 2015

LUSO-ANGOLANO: PRESIDENTE DO GRUPO ESCOM EM ANGOLA


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AUGUSTO CAMPOS | LUANDA, 17 Junho 2015:

Hélder Bataglia, 68 anos, é um homem poderoso em Angola, mas só ganhou visibilidade em Portugal quando a Escom, a empresa de que é presidente, começou a aparecer nas notícias em 2004 como assessora do consórcio alemão vencedor da venda dos submarinos pelo ministério da Defesa português, operação que ficou sob investigação.  

A Escom, de que Hélder Bataglia é presidente, fundador e acionista com 33%, é controlada em 67% pela Espírito Santo Resources, holding do Grupo Espírito Santo (GES), e tinha-se tornado nos últimos anos um instrumentos fundamental para os investimentos da família Espírito Santo em Angola. Bataglia associou-se à família Espírito Santo em 1991, na altura em que o grupo começava a recomprar as empresas perdidas durante as nacionalização no pós-25 de abril e Ricardo Salgado estava a um passo de tornar-se o presidente do BES. Nessa altura, o empresário já tinha começado a reconstruir a sua fortuna em Angola, onde tinha regressado em 1985, com o país em plena guerra civil.  


As relações com o GES foram-se estreitando através da Escom, e terá sido Hélder Bataglia a convencer Salgado a criar o BES Angola (BESA), banco que mais tarde, em 2014, contribuiu para o colapso do BES.  O gestor abriu portas junto do governo angolano, e o BESA arrancou em 2001, com Bataglia a presidir o conselho de administração, e uma pequena participação acionista. 


Com problemas em Portugal, por causa das investigações à compra dos submarinos pela German Submarin Consortium e o pagamento de comissões de 30 milhões de euros pelo Estado português à Escom, nos últimos dez anos a empresa focou-se em Angola, onde tinha a sede e negócios que passavam por áreas tão diversas como a aviação, pescas, cimentos, mineração e imobiliário. Foi badalada, em 2009, a inaguração da torre da Escom, o prédio mais alto de Luanda, símbolo da nova Angola. Mas os negócios, um a um, começaram a correr mal à Escom, conforme contou  Hélder Bataglia na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso BES/GES, em janeiro de 2015. E em 2011 a Sonangol propôs comprar a Escom, chegou inclusive a dar um sinal, mas o negócio não avançou, e hoje a Escom está em maus lençóis. 
Ligações à Akoya e Vale do Lobo
Os tempos têm sido difíceis para Hélder Bataglia. Uma evolução recente da 'Operação Marquês', o inquérito-crime em curso no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) que tem como principal suspeito José Sócrates, por indícios de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, atinge Bataglia.  Depois de, em abril, ter enviado para prisão domiciliária Joaquim Barroca Rodrigues, um dos donos do Grupo Lena, a equipa do procurador Rosário Teixeira foi ao Algarve no início de maio para fazer buscas em Vale do Lobo, um resort de luxo de 450 hectares, de que é acionista Hélder Bataglia. O obejtivo era perceber a transferências de 14 milhões de euros para uma conta na Suíça de Joaquim Barroca, feitas pelo milionário holandês Jeroen van Dooren e pelo Hélder Bataglia - e de os dois depositantes terem como único ponto em comum Vale do Lobo.  O empresário controla o empreendimento de forma indireta a partir de uma sociedade, a Step, constituída na Holanda juntamente com Luís Horta e Costa e Pedro Ferreira Neto, dois administradores da Escom. 


Hélder Bataglia esteve sob os holofotes dos media também por causa da sua ligação à Akoya, empresa de gestão de fortunas suíça, que foi investigada por causa do Caso Monte Branco. O empresário era sócio da Akoya - tal como o também angolano e ex-presidente executivo do BESA, Álvaro Sobrinho - e deixou de ser na semana em que foram detidos três gestores suíços da empresa. Disse mais tarde ao Expresso que nunca esteve ligado à gestão da Akoya, foi apenas acionista.
Poder em Angola e China
Natural do Seixal, Hélder Bataglia, partiu aos dois anos com o pai para Angola, cresceu e passou a juventude em Benguela, de onde saíu em 1975, na sequência de independência do país.  Regressou a Lisboa, frequentou o curso de engenharia no ISEL, e voltou a regressar a Angola em 1985, país mas onde fez grande parte da sua carreia e fortuna. Conta o Jornal de Negócios que antes de regressar a Angola, Hélder Bataglia iniciou-se nos negócios no Médio Oriente, em países como o Koweit, Irão e Argélia, teve operações também ligada à Rússia. 

Hélder Bataglia tem sido também um elemento fundamental na relação entre a Angola e a China, nos negócios do petróleo.

EXPRESSO

Tag: Grupo ESCOM, Banco Espirito Santo Angola, Isabel dos Santos, Investir em ANgola.

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