Partilha Nossa Página no Facebook Jornal de angola diz que anuncio de JES causa desconforto na opisição ~ Canal 82 | Agência de Notícias

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Jornal de angola diz que anuncio de JES causa desconforto na opisição



O anúncio de que o Presidente José Eduardo dos Santos não se apresentará a votos nas eleições deste ano, mais do que surpresa, causou um enorme desconforto no seio das forças da oposição com os seus principais líderes a não saberem muito bem como reagir a um facto político (a transição do poder) que promete entrar para a história da democracia angolana, pelo facto de ter sido o principal protagonista a anunciar o nome do seu sucessor.

Como espelho dessa surpresa e do desconforto que ela provocou em quem teima em não se enquadrar num debate político sério e coerente, veja-se a declaração de Lindo Bernardo Tito, um dos dirigentes da Coligação liderada por Abel Chivukuvuku, que considerou a não recandidatura do Presidente José Eduardo dos Santos uma mera “situação de cosmética”.

Para este responsável, levando a sua declaração a sério, ser ou não candidato ao cargo de Presidente da República é uma mera retórica. Esta sua visão daquilo que são as regras democráticas talvez ajude a explicar, um pouco, a dificuldade que a sua coligação tem em perceber os pressupostos da lei constitucional que a impede de se transformar em partido político. Mas Lindo Bernardo Tito não está sozinho nesta atrapalhada demonstração de desconfortável surpresa perante o facto político que o MPLA criou com a simplicidade que resulta de estar apenas a honrar a palavra dada quando se empenhou em dar continuidade, com naturalidade, ao processo de transição já iniciado há uns dois anos. 

Na Europa, depois de terem bisbilhotado a tomada de posse de Donald Trump, tanto Abel Chivukuvuku como Isaías Samakuva deixaram-se cair na tentação de colocar em causa a palavra dada pelo Presidente José Eduardo dos Santos, proferindo declarações avulsas que deixavam perceber que tudo ficaria como dantes no partido maioritário.

Abel Chivukuvuku, com o sorriso que ostenta sempre que nos quer convencer de uma coisa em que nem ele acredita, disse que o MPLA não estava preparado para a transição e recordou tempos do passado. Um passado que ele só quer recordar quando lhe convém mas que tudo faz para esconder quando lhe são trazidos à memória alguns desarranjos verbais.
Isaías Samakuva, num gesto que se louva e que se espera tenha comprovação prática, anunciou que abandona a liderança do seu partido caso vença ou perca as eleições deste ano. Caso as vença ou as perca. Estamos aqui para ver. Aquilo que já vimos é que o Presidente José Eduardo dos Santos, com toda a naturalidade, deu mais um passo para a transição política em curso. E, por isso, tem que lhe ser reconhecido o mérito de, até à conclusão do actual processo eleitoral, continuar a ser o principal protagonista da cena política nacional.
Isso mesmo, aliás, foi reconhecido por João Lourenço, o homem que assumirá a Presidência da República caso o MPLA vença as eleições deste ano.

Agora o que não se pode fazer, sob risco de se cair no ridículo, é acusar José Eduardo dos Santos de se querer perpetuar no poder e, ao mesmo tempo, acusá-lo, também, de ao sair do poder o estar a fazer como uma simples operação de “cosmética”, com fins que só imaginações bastante férteis conseguem descortinar.

No entretanto, é bom que todos nos preparemos para as campanhas de desestabilização que irão ser desencadeadas para minimizar a importância do momento histórico que o nosso país está a viver, visando a figura de João Lourenço, de José Eduardo dos Santos e de Angola.

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