Partilha Nossa Página no Facebook Governo injeta 575 Milhões de EURO para aumento de capital em três bancos públicos ~ Canal 82 | Agência de Notícias

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Governo injeta 575 Milhões de EURO para aumento de capital em três bancos públicos



O Governo angolano vai emitir dívida pública para aumento de capital do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), elevando a quase 575 milhões de euros o montante a colocar em operações do género a favor de três bancos estatais. 

Este montante resulta de cálculos feitos hoje pela Lusa com base em três decretos presidenciais autorizando, este mês, outras tantas emissões especiais de Obrigações do Tesouro em Moeda Nacional para efeitos de aumento de capital dos bancos. 

No caso do BDA, o decreto assinado pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, autoriza a emissão de dívida pública no valor de 27.440 milhões de kwanzas (147,3 milhões de euros) "como aumento de capital", desta forma "potencializando os rácios prudenciais do banco e possibilitando assim a expansão das suas atividades" de concessão de crédito. 

Emissões idênticas foram autorizadas para os também estatais Banco de Comércio e Indústria (BCI), no valor de 12.000 milhões de kwanzas (64,4 milhões de euros), e para o Banco de Poupança e Crédito, no montante de 67.500 milhões de kwanzas (362,3 milhões de euros). 

Estas três emissões de dívida pública ascendem a 106.940 milhões de kwanzas (575 milhões de euros) e o prazo de reembolso pelo Estado chega aos 24 anos, com taxas de juro de 5% ao ano.

As dificuldades no BPC são consideradas as mais preocupantes, por se tratar do maior banco angolano e que há cerca de um ano apresentava uma carteira de crédito vencido superior a mil milhões de euros, tendo o Ministério das Finanças anunciado que seria alvo de um processo de reestruturação e saneamento. 

"O banco vive um momento muito particular da sua história. Queremos sanear e reestruturar o BPC. Vamos fazê-lo para que o banco sirva convenientemente o Estado, seu único acionista", disse em outubro passado o ministro das Finanças, Archer Mangueira. 

Na mesma altura, foi empossada uma nova administração no banco estatal, que passou a ser liderado por Cristina Florência Dias Van-Dúnem, que até maio foi vice-governadora do Banco Nacional de Angola, sendo agora presidente do conselho de administração e administradora não executiva da instituição. 

A Lusa noticiou a 23 de setembro a emissão, também pelo Estado angolano, de 231.127 milhões de kwanzas (1,3 mil milhões de euros) em dívida a favor da sociedade pública criada para gerir alguns ativos financeiros daquele banco estatal. 

A sociedade anónima de capitais públicos Recredit foi criada enquanto participada a 100% pelo Ministério das Finanças, tendo sido apelidada pela imprensa local como uma espécie de "banco mau" do BPC. 

O ativo total do BPC está avaliado em 1,399 biliões de kwanzas (7,8 mil milhões de euros). 

O BPC conta com mais de 5.200 trabalhadores e 400 agências para um total de clientes superior a 2,2 milhões, mas viu os resultados líquidos descerem quase 7% de 2014 para 2015, para 8.289 milhões de kwanzas (46,7 milhões de euros). 

Do total de crédito contabilizado até ao final de 2015 pelo BPC, 218.418 milhões de kwanzas (1,2 mil milhões de euros) correspondiam a crédito vencido, por sua vez um aumento de quase 84% igualmente em dois anos e 16,1% tendo em conta o registo de 2014.

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