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domingo, 22 de janeiro de 2017

Angola exporta mandioca para a china



A província do Zaire cria condições para arrancar este ano, em Mbanza Congo, a produção de 250 toneladas de mandioca por dia em cooperativas agrícolas. O investimento conta com a parceria tecnológica e financeira de empresários de Anhui, sudoeste da China.


Em fase funcional, o empreendimento passa a constar na lista de  potenciais exportadores de mandioca para a China. O governador do Zaire, Joanes André, que fez o anúncio, durante a II reunião ordinária do Conselho Provincial de Auscultação e Concertação Social, garantiu que a acção proporciona 10 mil empregos directos. 

Em Outubro último, o governador encabeçou uma delegação multi-sectorial que se deslocou à cidade de Anhui, onde fez contactos exploratórios com as autoridades chinesas para um acordo no domínio agrícola. 
Na China, Joanes André demonstrou as potencialidades agrícolas e geológicas e mineiras da província do Zaire.  
O acordo prevê também potenciar os camponeses rurais da região com acções de formação profissional e a concessão de meios de produção e sementes.
Os agricultores nacionais envolvidos no projecto da mandioca vão usar meios técnicos de produção da empresa chinesa. 
Parte da produção fica com os chineses, enquanto outra é vendida à mesma empresa.Os empresários chineses pretendem transformar a mandioca para a produção de cerca de duas mil utilidades diferentes, entre as quais, tintas e medicamentos, explicou o governador.
 “Como o nosso país ainda não adquiriu o título oficial de exportador de mandioca, decorrem demarches junto das instituições afins, incluindo o Ministério da Agricultura, para a obtenção deste direito”, adiantou Joanes André.A China exporta mandioca e derivados e a província do Zaire tem-se revelado uma das principais produtoras do país e as variedades colhidas demonstram qualidades excepcionais.

Qualidade no Nzeto

Desde Setembro último, o projecto agro-industrial “Agricultiva”, no município do Nzeto, registou um aumento da produção de fuba de mandioca de 15 para 24 toneladas mensais, fruto da instalação de novos equipamentos que facilitam o processamento do produto.
A fábrica processa fuba de mandioca com grande qualidade, disse Kiako Cedrik, responsável do projecto, uma parceria público-privada. Antes, a produção era feita sem o descasque da mandioca. Agora, o sistema evoluiu, com a utilização de água para a transformação do produto após o processo de descasque.Além da província do Zaire, a fuba do Nzeto é muito consumida em Luanda e no Uíge,  a cuja procura o projecto quer responder. 

MPLA aposta na diversificação

Em Outubro último, a coordenadora do grupo de acompanhamento da bancada parlamentar do MPLA para a província do Zaire, Luísa Damião, destacou as potencialidades económicas da região para o processo da diversificação da economia nacional.
Ao dirigir-se aos militantes do seu partido durante um encontro de massas, no município do Soyo, a parlamentar disse que a província do Zaire dispõe de um leque de produtos seleccionados para serem exportados, no quadro da estratégia do Executivo angolano de diversificação da economia.
Luísa Damião apontou os sectores da agricultura, indústria, pescas, exploração de madeira, mel e sal como as principais áreas seleccionadas pelo Executivo e que podem contribuir para a exportação.
“Temos de desenvolver a agricultura e a pecuária. Aqui, na província do Zaire, temos condições para tal, por possuir uma terra fértil para qualquer tipo de actividade e uma gama de recursos hídricos”, acrescentou. 
“No âmbito da estratégia do Executivo angolano para a saída da crise, foram traçados alguns programas dirigidos que devem, num curto espaço de tempo, dar frutos significativos para se reduzir o impacto da crise”, salientou.Uma das medidas é o aumento de divisas para a economia do país.
Luísa Damião lançou um repto aos produtores nacionais, cujo excedente vai servir para a exportação e a consequente obtenção de mais empresários nacionais e estrangeiros no sentido de aproveitarem as potencialidades que a província do Zaire oferece, nos mais variados domínios, para a diversificação da economia.

O Zaire dá sinais de crescimento social, mas o governador acha que a situação pede a mobilização de esforços dos seis municípios do interior. Joanes André sublinhou que o Programa de Investimentos Públicos para 2017, aprovado pelo Governo Provincial do Zaire, estabelece um orçamento calculado em 8.2 milhões de kwanzas. 

O montante destina-se à execução, em todos os municípios da província, de acções nos domínios da educação, saúde, energia e águas e a continuidade de obras nas vias urbanas. O crescimento é fruto da construção de escolas, hospitais, estradas e bairros e a ligação dos municípios do Nzeto e Soyo à rede nacional de energia eléctrica a partir da barragem de Cambambe. 

Joanes André prevê que os programas tenham mais impacto na vida da população este ano, apesar das adversidades de ordem financeira. 

O governador provincial  pede paciência, vigilância e maior colaboração dos habitantes da província, na protecção dos equipamentos postos à sua disposição.
Está também em preparação a construção dos sistemas de abastecimento de água potável nos municípios de Mbanza Congo, Nóqui, Nzeto, Kuimba e Tomboco, tendo em conta a linha de crédito da República Popular da China.

Os membros do Conselho tomaram conhecimento do andamento do processo de actualização eleitoral e dos dados definitivos do censo geral da população e da habitação.
De acordo com este último, o Zaire tem 594.428 habitantes, dos quais 297.728 do sexo masculino e 296.700 do feminino.
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