Partilha Nossa Página no Facebook MÍSSIL PASSA A 300 METROS DE VOO BRITÂNICO NO EGIPTO ~ Canal 82 | Agência de Notícias

terça-feira, 10 de novembro de 2015

MÍSSIL PASSA A 300 METROS DE VOO BRITÂNICO NO EGIPTO



AUGUSTO CAMPOS | LUANDA, 10 Novembro 2015:

Londres confirmou incidente com um voo comercial que em agosto seguia para Sharm el-Sheikh

23 de agosto. O piloto de um Boeing 737-800 da Thomson Airways que fazia a ligação entre o aeroporto londrino de Stansted e Sharm el-Sheikh empreende manobras evasivas quando se aproxima da estância egípcia no Mar Vermelho depois de detetar um míssil na sua trajetória a 300 metros. O voo TOM 476 aterrou em segurança, sem que os 189 passageiros a bordo tenham sido informados do que se passou. Os cinco tripulantes de cabina só souberam do que se passou já em terra.

O incidente revelado ontem pelo The Daily Mail , uma semana após a queda de um avião da companhia russa Metrojet na província do Sinai, já foi confirmado pelo governo. O Departamento de Transportes investigou a situação, denunciada de imediato pelo piloto da Thomson, tendo concluído que o aparelho não tinha sido alvo de um ataque mas que em causa estavam "exercícios de rotina conduzidos pelos militares egípcios na área naquele momento". O Egito disse que as companhias aéreas estavam ao corrente dos exercícios militares, que envolviam fogo terra-terra e não terra-ar, como o jornal escreveu.

A investigação britânica concluiu ainda que não havia motivo para preocupações e que era seguro continuar a voar para Sharm el-Sheikh. Atualmente, as companhias aéreas estão proibidas de sobrevoar a província do Sinai abaixo dos 26 mil pés (quase oito quilómetros) de altitude por receio de que os islamitas ligados ao Estado Islâmico, que atuam na região, possam ter armas capazes de abater um avião. Em especial sistemas de defesa aérea portáteis (conhecidos pela sigla inglesa MANPADS), capazes de atingir aviões que voem a baixa altitude.

Segurança

O Airbus da Metrojet, que fazia a ligação entre a estância egípcia e São Petersburgo com 224 pessoas a bordo, caiu 23 minutos após descolar de Sharm el-Sheikh. Um grupo ligado ao Estado Islâmico reivindicou de imediato a responsabilidade e as secretas britânicas e norte-americanas terão intercetado conversações entre alegados jihadistas que o comprovam. A hipótese que está a ganhar mais peso é a de que foi colocada uma bomba no porão, junto à bagagem. O avião já estava acima dos 26 mil pés, fora do alcance do MANPADS, e não havia exercícios militares na área.

Em Sharm el-Sheikh, as autoridades estão a ver os vídeos da vigilância do aeroporto, para ver se alguém conseguiu passar algum objeto pela segurança, mas também determinar se houve alguma atividade fora do comum por parte dos funcionários. As autoridades egípcias continuam a recusar admitir que o avião caiu por causa de um ataque terrorista, dizendo que ainda estão à espera dos resultados das investigações. Mas confirmaram que, de acordo com a análise inicial das caixas negras, o aparelho seguia em piloto automático e parece ter-se partido no ar, depois de um ruído súbito - que está a ser analisado por peritos. Contudo, dizem ser muito cedo para concluir o que se passou.

O Egito criticou entretanto os serviços de informações ocidentais, que terão intercetado conversas de alegados jihadistas a congratular-se com a queda do avião. "Esperávamos que as informações fornecidas a nível técnico nos fossem transmitidas a nível técnico, em vez de serem divulgados aos media de forma pública", indicou o chefe da diplomacia egípcia, Sameh Shoukry.

Regresso a casa

O Reino Unido cancelou na quarta-feira os voos para Sharm el-Sheikh, uma decisão inicialmente criticada por ter sido apressada mas imitada na sexta-feira pela Rússia. Moscovo foi mesmo mais longe, cancelando todos os voos para o Egito e deixando quase 80 mil russos sem forma de regressar a casa.

Após um reforço da segurança, os voos para o Reino Unido foram retomados na sexta-feira a conta-gotas. Ontem, 1500 britânicos fizeram a viagem de regresso, mas pelo menos 2600 aguardam no aeroporto para poder sair - e há ainda muitos mais na estância turística. As autoridades esperam poder repatriar todos no prazo de dez dias. Mas os turistas presos no aeroporto queixam-se de falta de informação.

Do lado russo, 44 aviões vão seguir para o Egito vazios, para poderem trazer os turistas, mas muitos deverão esperar o fim das férias e regressar quando tinham previsto. Ontem, uma centena de russos ficaram em terra depois de recusarem deixar para trás a bagagem de porão - esta está a ser armazenada e seguirá mais tarde em aviões de carga.

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