Partilha Nossa Página no Facebook C4 PEDRO EM PORTUGAL: SE O PÚBLICO SE FARTAR VOU ME EMBORA ~ Canal 82 | Agência de Notícias

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

C4 PEDRO EM PORTUGAL: SE O PÚBLICO SE FARTAR VOU ME EMBORA



AUGUSTO CAMPOS | LUANDA, 12 Outubro 2015:

Sente-se um fenómeno quando atinge dez milhões de visualizações no YouTube, como aconteceu agora com o novo single, Vamos Ficar Por Aqui? Não, a música em causa é que pode ser um fenómeno, mas esses números não fazem necessariamente do artista um fenómeno. Mas o C4 Pedro atrai multidões! Sim, estou numa fase boa da minha carreira e ainda bem que há pessoas que gostam de me ouvir, caso contrário seria difícil fazer os espetáculos [risos]. 

Mas a carreira de um artista é feita de altos e baixos e eu estou de facto numa fase alta. Tenho é de estar sempre preparado para quando vierem os momentos baixos. A kizomba virou uma moda enorme em Portugal. Não tem receio de que ela acabe? 

Mas é por isso que tento fazer discos e canções diferentes umas das outras. Não sou aquele tipo de artista que lança um sucesso e se senta em cima dele. Um bom exemplo disso é este Vamos Ficar Por Aqui, que surge por cima do Não Duvidar. Sei que as músicas são passageiras e as fases do sucesso também. Se daqui a dois ou três anos o público se fartar de mim, terei de me virar para outro país como a África do Sul ou a Nigéria. Eu vou percebendo que há uma moda não só de kizomba mas de kizomba C4, com aquele meu jeito de falar, com um sotaque muito angolano que não quer saber muito se as pessoas estão a perceber ou não o que eu digo [risos]. 

Os B4, a parceria que tinha com o Big Nelo, cessaram atividade já este ano. Foi um adeus definitivo? Nós somos grandes amigos, tanto é que ele entrou neste meu novo disco. Mas nós já éramos amigos antes dos B4. O projeto acabou mas nós continuamos a fazer música juntos. Temos sempre muito prazer em cantar um com o outro. Afinal, o que é que significa o título deste disco, King Ckwa? 

Ckwa quer dizer C4. Dá um ar mais africano. Eu, aliás, identifico-me mais com Ckwa do que com C4. O king, por seu lado, não tem nada a ver com mania de superioridade mas com a consciência de que tenho de prestar serviço a alguém, neste caso ao público. Eu sei que enquanto artista tenho certas responsabilidades, mas também sei das dificuldades deste caminho. Por isso, o meu disco tem o meu logotipo, que são duas coroas, uma virada para cima e outra para baixo, que simboliza os altos e baixos da vida de um rei. E como é que descreve este disco? 

Acima de tudo, é um disco para todo o mundo. Quando comecei a aparecer nas redes sociais a falar dele, escrevia o "nosso disco", como um álbum no qual toda a gente se poderia rever. Tem um tema intitulado Tu És a Mulher. É dedicado a alguém em especial?

 Não, é dedicado a todas as mulheres. Acho que todas elas merecem ouvir estas palavras. Mas há outro intitulado Com Mulher Não se Brinca. Tem a ver com algum desgosto de amor? Não. O que acontece é que depois de algum tempo de observação das mulheres é fácil chegar à conclusão de que o melhor é não brincar com elas [risos]. Como diz o Big Nelo, a mulher são três pessoas: aquela que tu conheces e que é perfeita, aquela que depois vira tua namorada e aquela que se revela quando tudo acaba. Depois a mulher tem esta coisa, vive contigo mas sonha que tu a traíste, acorda maldisposta e durante esse dia tu estás lixado [risos]. Essa música fala disso. Com tantos concertos e viagens, ainda tem tempo para si? 

Não. Neste momento tenho muito pouco, mas fiz uma promessa muito forte que é independentemente do sucesso, vou ter de estar mais presente para a minha família, porque eles são o meu suporte. Há uma música neste disco que se chama ‘Amor de Pai’ que é precisamente para os meus filhos.

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AUGUSTO KENGUE CAMPOS

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