Partilha Nossa Página no Facebook MBANZA KONGO COMPLETA 508 ANOS DE EXISTÊNCIA ~ Canal 82 | Agência de Notícias

sábado, 25 de julho de 2015

MBANZA KONGO COMPLETA 508 ANOS DE EXISTÊNCIA



AUGUSTO CAMPOS | LUANDA, 24 Julho 2015:
DR / JA

Mbanza Congo completa, hoje, 508 anos de existência. Os habitantes da cidade celebram este ano a 14.ª edição das festas, confiantes na classificação, pela UNESCO, da antiga capital do Reino do Congo, como Património Mundial da Humanidade. O “dossier” está na fase preparatória.

A actual sede da província do Zaire foi fundada antes da chegada dos portugueses. Era a capital de uma dinastia que governava desde 1483, o que lhe confere o estatuto de cidade mais antiga de Angola. Reza a História que a região tinha sido abandonada durante guerras  que eclodiram no século XVII. 
A urbe possui vários monumentos e sítios seculares, com destaque para o Kulumbimbi (primeira capela da Igreja Católica construída na África sub-equatorial), o cemitério dos reis do Congo e a árvore milenar conhecida por YalaNkuwu.

A cerimónia de abertura das festas, orientada pela administradora municipal de Mbanza Congo, Isabel Nlandu Morena, foi antecedida pela romagem tradicional ao cemitério dos antigos soberanos do Reino do Congo em Sungilu, local onde eram embalsamados os corpos dos reis. O ritual é realizado com o intuito de pedir bênção aos antepassados para que nada de mal aconteça durante as comemorações.
A administradora fez uma resenha histórica da cidade, afirmando que a urbe sempre foi o centro político e administrativo desde a fundação do Reino do Congo, no século XIV, pelo rei Nimi-a-Lukeny. 

História a preservar 

A escolha do local deveu-se às condições climáticas favoráveis e à paisagem em redor. A administradora municipal disse que as festas de Mbanza Congo decorriam sempre no Cacimbo, altura em que os representantes das diferentes regiões pertencentes ao Império, incluindo os reinos vassalos, se deslocavam a Mbanza Congo para prestar tributo ao rei.
Os relatos históricos revelam que, durante as cerimónias, sempre que fosse necessário, o soberano exonerava e nomeava novos manis (titulares do poder nas províncias), e designava os representantes do rei nos territórios distritais. 
O reino, além da zona noroeste de Angola, incluindo Cabinda, abarcava a parte ocidental da República Democrática do Congo, o Congo Brazzaville e o centro e sul do Gabão.

“Estas posições administrativas não tinham outro objectivo senão o de dinamizar o funcionamento das instituições nas zonas sob sua jurisdição”, referiu a administradora.
Este ano as celebrações ganham maior relevância por Mbanza Congo ter sido já classificada como Centro Histórico Nacional pelo Ministério da Cultura e estar na iminência de ser inscrita como Património Mundial da UNESCO.
A  administradora municipal de Mbanza Congo acredita nos benefícios que podem advir da classificação de Mbanza Congo como património mundial. Citou, a propósito, as palavras da ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, proferidas na 39ª sessão do Comité do Património Mundial, em Junho último, na Alemanha: “Sabemos que uma vez inscrita, a cidade de Mbanza Congo pode gerar recursos adicionais importantes para a melhoria das condições de vida das populações”.
A ministra realçou as responsabilidades acrescidas das autoridades locais na conservação da cidade, que ostenta o estatuto de património histórico-cultural do país. “Reiteramos o nosso apelo aos munícipes, no sentido de colaborarem nesta tarefa de suma importância, que é a preservação e conservação de todo o património, de modo a perpetuar a nossa história”, disse a ministra da Cultura. 

Mudanças na cidade

Na vertente social, a administradora municipal de Mbanza Congo elogiou os esforços desenvolvidos pelo Governo Provincial do Zaire na execução de vários projectos de impacto social, no âmbito do Programa de Investimentos Públicos (PIP) 2013-2017, que trouxeram melhorias significativas à qualidade de vida dos habitantes.
Isabel Nlandu Morena disse que, apesar das actuais dificuldades económicas, a região registou uma “metamorfose”. Entre as realizações, o destaque vai para a construção de centenas de escolas que permitiram a inserção de milhares de crianças e jovens, antes fora do sistema normal de ensino e aprendizagem.Outros ganhos apontados por Isabel Nlandu Morena são a reabilitação das vias urbanas, a expansão das redes sanitárias e de energia eléctrica, embora neste último sector, haja ainda um défice devido a avarias técnicas.
No âmbito do Programa de Combate à Fome e à Pobreza referente ao período 2014-2015, a Administração Municipal de Mbanza Congo construiu várias infra-estruturas sociais na comuna de Madimba, como escolas, posto de saúde, esquadra policial e casas para o administrador comunal e adjunto, a serem inauguradas por ocasião das comemorações dos 40 anos da Independência Nacional, a 11 de Novembro próximo. 
A administradora municipal de Mbanza Congo manifestou preocupação com as construções anárquicas nos bairros periféricos da cidade, que, além de desfigurarem o plano urbanístico, constituem risco para as vidas humanas.
A vice-governadora do Zaire para o sector técnico e infra-estruturas, Ângela Diogo, manifestou, à reportagem do Jornal de Angola,  a vontade do Governo em continuar a trabalhar na criação de condições para melhorar a qualidade de vida da população. Ângela Diogo disse  que a realidade de Mbanza Congo mudou para melhor, fruto da execução de ­projectos nos vários domínios da vida social, com destaque para os sectores de Educação e Saúde.

Maiores ganhos

O morador Manuel Futila concorda com a vice-governadora do Zaire. Diz que a Educação é o sector que mais cresceu nos últimos anos. Para ele, a abertura da Escola Superior Politécnica de Mbanza Congo, adstrita à Universidade 11 de Novembro, com sede na província de Cabinda, constitui o ganho maior da cidade, pois os primeiros licenciados formados pela instituição nas especialidades de Psicologia, Gestão de Empresas, Matemática, Física e Química, já se encontram no mercado de trabalho desde o ano passado.
“No domínio da Educação, a região ganhou muitas escolas e isso demonstra a preocupação do Executivo em garantir a formação dos seus cidadãos”, referiu Manuel Futila, para quem o ponto de partida do processo de desenvolvimento de qualquer região é o capital humano.
O coordenador do núcleo das autoridades tradicionais do Lumbu (tribunal tradicional), Afonso Mendes, chamou a atenção dos munícipes para evitarem actos de vandalismo contra as infra-estruturas colocadas à sua disposição pelo Executivo, pois são construídas com elevadas somas de dinheiro. O ancião afirmou que a vida na província do Zaire, em particular em Mbanza Congo, já não é a mesma e desacreditou todos aqueles que dizem o contrário. Afonso Mendes reconheceu haver ainda muito por  fazer, pois entende que o desenvolvimento é um processo que requer a contribuição de todos os cidadãos. 
As festas da cidade de Mbanza Congo são, este ano, celebradas sob o lema “Angola 40 anos-Mbanza Congo rumo a património mundial”. 

Tag: História do Zaire Mbanza Kongo, Angola, Soyo, Toto, Bembe, Lukunga, História da Chegada dos Portugueses em Angola., História do Mbanza Kongo Em Angola, História Completa de Angola.


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