Partilha Nossa Página no Facebook ISABEL DOS SANTOS PASSEIA SEM GUARDAS EM LUANDA, DIZ LIVRO ~ Canal 82 | Agência de Notícias

sexta-feira, 20 de março de 2015

ISABEL DOS SANTOS PASSEIA SEM GUARDAS EM LUANDA, DIZ LIVRO



AUGUSTO CAMPOS, LUANDA, 21 Março 2015: Segundo a Biografia da empresária angolana Isabel dos Santos retrato em Biografia, Ela costuma andar sozinha, sem segurança, e dispensa motorista – até conduz nos enormes engarrafamentos de Luanda. Aparece o menos possível e gosta de dizer que leva uma vida banal. Tanto, que terá comentado que "aos 40 anos ninguém merece uma biografia". O primeiro livro sobre a filha mais velha do Presidente de Angola – a mulher mais rica de África, com uma fortuna avaliada em 3,4 mil milhões de euros, e "a mais importante, rica e poderosa de Portugal" – chega às livrarias na próxima terça-feira, dia 17. Chama-se Isabel dos Santos, Segredos e Poder do Dinheiro e foi escrito pelo jornalista Filipe S. Fernandes.
A postura discreta de Isabel estende-se à roupa. "Na abertura da Copa do Mundo, usava calças de ganga e uma blusa preta especial da grife Hugo Boss. Nada de diamantes raros de Angola ou peças da sua joalharia suíça. Os cabelos? Presos num simples rabo-de-cavalo", descreve o livro. No entanto, há algumas excepções. Em 2012, festejou o aniversário em Marraquexe, no Hotel Amanjena. Ficou alojada na suíte Dar Al Hamra, que custa 1.200 euros por noite. Outro exemplo: enquanto presidente da Cruz Vermelha de Angola organizou um evento onde Mariah Carey cantou, com um cachê superior a 900 mil euros. No espectáculo privado, "que teria sido patrocinado pela Unitel" (a operadora de telecomunicações de que detém 25% do capital), foram angariados 56 mil euros.
"Apesar de ter fama de dura e implacável nas negociações, [é] intuitiva e ágil quando as circunstâncias o aconselham." Nos negócios, "ataca onde e quando há necessidade de capital" e "é bem informada, muito arguta e inteligente, tanto na reflexão como nos comentários. Fala devagar, é ponderada e sabe ouvir. Mas leva sempre a água ao seu moinho".
A empresária fala fluentemente russo, português, inglês, francês, espanhol e italiano. Num telegrama da embaixada dos Estados Unidos em Luanda, um economista sénior do Banco Mundial é citado a fazer um aparte sobre ela: a filha de Dos Santos, "cujo nome é ocasionalmente referido como [sua] possível sucessora", é uma das personalidades "mais experientes do mundo dos negócios" que ele conhece. Chega a dizer, divertido, "que Harvard devia fazer um case study sobre ela".
O instinto empresarial de Isabel dos Santos revelou-se cedo. Ainda antes de ter negócios, no Natal, "comprava meia dúzia de relógios, pulseiras e brincos de marcas como a Louis Vuitton para vender em Luanda aos mais próximos", escreve Filipe S. Fernandes. Trabalha todos os dias, sete dias por semana – e gosta. "Se aquilo que fazemos der emprego a alguém, esse alguém vai poder pagar a educação do filho que, um dia, vai ser médico e ajudar muitas pessoas, o que é muito mais motivante e divertido do que ir à praia."
hHá uma razão para que seja tão difícil mapear os investimentos de Isabel dos Santos – não existe uma holding que os concentre e coordene, como acontece no grupo Sonae, por exemplo. "Ela prefere criar para cada um dos negócios holdings sediadas em offshores como Malta, Madeira, ou Holanda, que depois participam em cada um dos negócios feitos em Portugal ou na Suíça."
Em meados dos anos 80, Isabel foi viver para Londres com a mãe, Tatiana Kukanova. Estudou na St. Paul’s Girls’ School, "uma escola privada e tradicional". Seguiu Engenharia, como o pai. Explicaria depois: "Gosto de matemática, sempre adorei ciências e segui um pouco as passadas dele." Quando ingressou no King’s College, para se licenciar em Engenharia Electrotécnica, partilhou quarto numa residência. "Além das 23 horas de aulas teóricas por semana, tínhamos aulas práticas e relatórios para apresentar. Não havia tempo para brincadeiras." Entre 1995 e 1997, trabalhou na auditora e consultora britânica Coopers & Lybrand.

Isabel dos Santos é "devotada ao marido", Sindika Dokolo, de 42 anos, com quem tem três filhos e discute "todos os negócios". Num programa de televisão, Dokolo disse que a sua forma de se relacionar com a mulher "é mais ouvir do que falar, pois é ela que tem as boas ideias, a visão certa".
Conheceram-se em 1999 e casaram em Dezembro de 2002, em duas cerimónias – uma civil, no dia 20, nos jardins do Palácio Presidencial, e uma religiosa, no dia seguinte, na Sé Catedral de Luanda. Foram publicados os mais diversos números sobre o custo da cerimónia e os convidados daquele que foi considerado o casamento do ano – escreveu-se que só em talheres e outros materiais básicos ter-se-iam gasto cerca de 900 mil euros e o jornal alemão Die Welt chegou a falar em 10 mil convidados. Isabel dos Santos esclareceria depois que recebeu 800 convidados, "400 familiares directos do noivo e da noiva". E até revelou a ementa, que deu preferência a produtos angolanos: lagosta do Kwanza Sul, gambas e caranguejo do Namibe; garoupa pescada na costa de Luanda, bavaroise de abacaxi e mousse de maracujá do Uíge. "Isabel é perita em marisco e adora passar o serão na ilha, uma língua de terra repleta de bares de luxo."
hForam precisos sete anos para que José Eduardo dos Santos e "a russa campeã de xadrez que estudava Geologia" Tatiana Kukanova conseguissem obter todas as autorizações e casar-se. Conheceram-se em Baku, no Azerbaijão, para onde, em Novembro de 1963, o jovem militante do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) tinha ido licenciar-se em Engenharia de Petróleos. O casamento ficou condenado quando Eduardo dos Santos assumiu a presidência do país: o Presidente não podia ter uma mulher branca.
Da parte do pai, e de quatro mulheres diferentes, Isabel dos Santos tem sete meios-irmãos, com os quais não tem uma relação muito próxima. O oposto do que se passa com a mãe, que "tem grande influência sobre Isabel dos Santos". Vive entre Londres e o Mónaco, mas encontra-se muitas vezes em Lisboa com os netos. Kukanova surge nas contas divulgadas pelo Swiss Leaks – na sua conta estavam, em 2006-2007, mais de 4,5 milhões de euros.
Há outra coisa que as une: os diamantes, "as jóias preferidas de Isabel dos Santos". A empresária é accionista da empresa suíça de alta joalharia De Grisogono, da qual já era "uma cliente de longa data". Há muito tempo que Isabel tentava entrar num negócio assim. Mas "o seu status de ‘pessoa politicamente exposta’ cria, às vezes, um vazio à sua volta". Como em Genebra, onde os seus contactos com negociantes de diamantes foram durante muito tempo infrutíferos.
O nome de Isabel dos Santos parece surgir ligado a outros negócios nesta área. Por exemplo, à Ascorp, fundada em 2000, que detinha "o direito exclusivo de vender e exportar diamantes de Angola". Um dos accionistas era a Trans-Africa Investment Services – TAIS, com 24,5%. "Isabel dos Santos, por sua vez, deteria 75% da TAIS, enquanto a mãe, Tatiana, que entretanto se tornou cidadã britânica, 25%. Segundo o negociante russo-israelita Arcadi Gaydamak, envolvido no escândalo Angolagate, sobre venda ilícita de armamento francês a Angola nos anos 90, "TAIS é um acrónimo das iniciais de Tatiana e Isabel".
Em meados dos anos 2000 Isabel terá transferido para a mãe o controlo total da TAIS, renomeada Iaxonh Limited. "É uma situação ideal: a empresa fica segura sob o controlo de uma cidadã britânica, enquanto Isabel dos Santos permanece comodamente em Angola como única herdeira de sua mãe."
Dos walkie-talkies à "Isatel"
Nos anos 90, regressa a Angola e vive no palácio presidencial com o pai. Faz o primeiro negócio em 1997 – torna-se sócia do Miami Beach Club, na ilha de Luanda. "O proprietário, Rui Barata, tinha problemas com inspectores de saúde e das finanças. A sua solução: tornar Isabel, então com 24 anos, sua sócia, pressupondo, dizem contemporâneos, que o seu nome afastaria controladores governamentais incómodos. O investimento inicial dela foi insignificante, de acordo com uma fonte conhecedora do negócio, e o restaurante singrou: 16 anos depois ainda é um hot spot de fim-de-semana."
Foi também em Luanda que nasceu o embrião da Unitel, que é hoje a maior empresa privada angolana. Nos primeiros tempos, até foi "alcunhada de Isatel". A ideia partiu de um problema que a engenheira teve de ajudar a resolver quando trabalhava na Urbana 2000, responsável pela recolha do lixo na capital. "Tínhamos um negócio de logística com camiões que precisavam de fazer as suas entregas a tempo e horas e as comunicações eram impossíveis. Os walkie-talkies eram decisivos." A Unitel foi criada em 1998, "pelo círculo que detém o poder de facto em Angola", incluindo, além de Isabel dos Santos, nomes como o de Manuel Vicente, actual vice-presidente e presidente da Sonangol entre 1999 e 2012. A empresa receberia do Governo a concessão para ser a primeira operadora privada de telemóveis do país. O segredo da empresária? "Sabe rodear-se" e "não faz nada que possa desagradar aos padrinhos": foi "sob a asa protectora" de Vicente que Isabel fez os primeiros grandes negócios. A Sonangol está com ela em várias empresas, e são sócios na Unitel e na Galp Energia.
Filipe S. Fernandes conclui que a estratégia de Isabel dos Santos para os negócios parece seguir um provérbio africano, a que se soma um detalhe: "Se queres chegar rapidamente vai sozinho, se queres chegar longe caminha com outros – sobretudo se forem angolanos."
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AUGUSTO KENGUE CAMPOS

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